SUA AUSÊNCIA
As canetas – quando falham,
Os relógios – quando param,
O café – quando esfria,
Seios cheios de estrias,
Vasos vazios, com flores,
As feridas – suas dores,
As idéias que não calham,
Tagarelas que não calam,
Pátria – porca idolatria! –
As mentiras das verdades,
As verdades das mentiras,
O fetiche dos amores,
Ritas, Martas e Dolores,
Chicos, Paulos e Josés,
Fatos, fotos e fitas,
Metas, motes e mitos,
Mártires, mortes e fé...
As gravatas – colarinhos,
Os amores sem carinho,
O dinheiro de quem pisa
Nas feridas de quem desce,
A fé cega de quem morre
Envolvido em suas preces,
Os ditadores bundões,
Os esquerdistas bufões,
Os direitistas também...
O faminto conformado
Com o luxo do patrão,
Os pedintes, os pedantes,
Os honestos, o ladrão.
O silêncio das idéias
Quando morrem nas barreiras,
O barulho das asneiras
Que sufocam tais idéias,
Os moleques de rua, por que não?
Injustiça produz santidade?
Sentem fome, sede, frio,
Mas alguns praticam crimes
Com requinte, crueldade.
Os estorvos sem remédio!
E também detesto o tédio!
Essas horas se arrastando,
A mesmice, o marasmo,
A frieza desse orgasmo
Fingindo, gemendo, cortando...
Essa estranha ao meu lado.
Ah! Como detesto!
Detesto, detesto e pronto!
Minha vida é um nada sem você!
Jorge Henrique
Poema finalista do XI Concurso de Poesia Falada da cidade de Lagarto-SE, 1999.
Os relógios – quando param,
O café – quando esfria,
Seios cheios de estrias,
Vasos vazios, com flores,
As feridas – suas dores,
As idéias que não calham,
Tagarelas que não calam,
Pátria – porca idolatria! –
As mentiras das verdades,
As verdades das mentiras,
O fetiche dos amores,
Ritas, Martas e Dolores,
Chicos, Paulos e Josés,
Fatos, fotos e fitas,
Metas, motes e mitos,
Mártires, mortes e fé...
As gravatas – colarinhos,
Os amores sem carinho,
O dinheiro de quem pisa
Nas feridas de quem desce,
A fé cega de quem morre
Envolvido em suas preces,
Os ditadores bundões,
Os esquerdistas bufões,
Os direitistas também...
O faminto conformado
Com o luxo do patrão,
Os pedintes, os pedantes,
Os honestos, o ladrão.
O silêncio das idéias
Quando morrem nas barreiras,
O barulho das asneiras
Que sufocam tais idéias,
Os moleques de rua, por que não?
Injustiça produz santidade?
Sentem fome, sede, frio,
Mas alguns praticam crimes
Com requinte, crueldade.
Os estorvos sem remédio!
E também detesto o tédio!
Essas horas se arrastando,
A mesmice, o marasmo,
A frieza desse orgasmo
Fingindo, gemendo, cortando...
Essa estranha ao meu lado.
Ah! Como detesto!
Detesto, detesto e pronto!
Minha vida é um nada sem você!
Jorge Henrique
Poema finalista do XI Concurso de Poesia Falada da cidade de Lagarto-SE, 1999.




O programa
O programa, que é uma revista eletrônica que aborda assuntos relacionados ao povo e à terra sergipana, voltou seu foco para a riqueza cultural de Nossa Senhora da Glória. Mais uma vez a Capital do Sertão se firma como um berço de latentes manifestações culturais que exalam saberes, falares, cantares e fazeres únicos e muito expressivos. Alguns filhos notáveis dessa terra, como o músico e escritor Sergival e o artesão Véio já são reconhecidos e admirados nacionalmente e elevam e nome do município, mas Glória ainda tem muito que mostrar. Uma pouco dessa terra maravilhosa poderá ser visto na TV, não deixem de assistir.












