terça-feira, 24 de novembro de 2009

SUA AUSÊNCIA


As canetas – quando falham,
Os relógios – quando param,
O café – quando esfria,
Seios cheios de estrias,
Vasos vazios, com flores,
As feridas – suas dores,
As idéias que não calham,
Tagarelas que não calam,
Pátria – porca idolatria! –
As mentiras das verdades,
As verdades das mentiras,
O fetiche dos amores,
Ritas, Martas e Dolores,
Chicos, Paulos e Josés,
Fatos, fotos e fitas,
Metas, motes e mitos,
Mártires, mortes e fé...
As gravatas – colarinhos,
Os amores sem carinho,
O dinheiro de quem pisa
Nas feridas de quem desce,
A fé cega de quem morre
Envolvido em suas preces,
Os ditadores bundões,
Os esquerdistas bufões,
Os direitistas também...
O faminto conformado
Com o luxo do patrão,
Os pedintes, os pedantes,
Os honestos, o ladrão.
O silêncio das idéias
Quando morrem nas barreiras,
O barulho das asneiras
Que sufocam tais idéias,
Os moleques de rua, por que não?
Injustiça produz santidade?
Sentem fome, sede, frio,
Mas alguns praticam crimes
Com requinte, crueldade.
Os estorvos sem remédio!
E também detesto o tédio!
Essas horas se arrastando,
A mesmice, o marasmo,
A frieza desse orgasmo
Fingindo, gemendo, cortando...
Essa estranha ao meu lado.
Ah! Como detesto!
Detesto, detesto e pronto!
Minha vida é um nada sem você!

Jorge Henrique

Poema finalista do XI Concurso de Poesia Falada da cidade de Lagarto-SE, 1999.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Mais uma de Assuero

O grande poeta lagartense Assuero Cardoso está lançando seu mais recente trabalho. "A cerca de Vidro". Para aqueles que conhecem sua obra, é a certeza de mais um mergulho magnífico na poesia que emana de sua pena. Para os que não o conhecem ainda, fica a indicação. Vale a pena conhecer!

domingo, 20 de setembro de 2009

Mérito

Sejam, pai e mãe, arcos seguros
com que a nós, velozes setas,
projete o Criador rumo ao futuro.

Se as setas que a meta alcançam
tanto aprazem ao Senhor,
por certo têm mais valor
os arcos que longe as lançam.

Se seguimos retos nossa rota,
se parece clara nossa meta,
se é de nossa essência sermos setas,

por vocês que pulsa nosso afeto
e por seu amor que somos gratos.

Jorge Henrique, 20 de setembro de 2009

sábado, 29 de agosto de 2009

Cultura e História de Glória no Terra Serigy

Para aqueles que não tiveram a oportunidade de assistir ao programa Terra Serigy deste sábado, 29, na TV Sergipe, emissora afiliada da Rede Globo, poderão agora assisti-lo na íntegra no link abaixo. É só clicar na imagem.


terça-feira, 25 de agosto de 2009

História e cultura da Capital do Sertão na TV

Os 80 anos de Nossa Senhora da Glória e sua cultura serão o tema do TERRA SERIGY no próximo sábado

O programa Terra Serigy, que vai ao ar no próximo sábado ao meio-dia pela TV Sergipe, emissora afiliada da Rede Globo, será totalmente dedicado a Nossa Senhora da Glória e a sua cultura. Fernando Petrônio, coordenador de produção do programa, juntamente com sua equipe, esteve no município na quarta-feira, 18/08, e entrevistou diversos artistas e artesãos.

Entre os entrevistados estavam o professor e poeta Jorge Henrique, que falou sobre sua obra “Glória” Cantada em Versos e sobre a trajetória histórica do município, o Sr. Gerino Tavares de Lima, 104 anos, personalidade ilustre da história de Glória, a artista plástica Maria Barreto, os atores Luiz Carlos Andrade, Romário Andrade e Anderson Carlos Santana, que adaptaram a obra do poeta Jorge Henrique para o teatro, e os artesãos e artistas plásticos Maria Aparecida de Souza, João Paulo Santos, Karol Sama e Wellington Santos. A equipe do Terra Serigy também entrevistou a consultora de Turismo Silvia Oliveira.

O programa, que é uma revista eletrônica que aborda assuntos relacionados ao povo e à terra sergipana, voltou seu foco para a riqueza cultural de Nossa Senhora da Glória. Mais uma vez a Capital do Sertão se firma como um berço de latentes manifestações culturais que exalam saberes, falares, cantares e fazeres únicos e muito expressivos. Alguns filhos notáveis dessa terra, como o músico e escritor Sergival e o artesão Véio já são reconhecidos e admirados nacionalmente e elevam e nome do município, mas Glória ainda tem muito que mostrar. Uma pouco dessa terra maravilhosa poderá ser visto na TV, não deixem de assistir.

domingo, 16 de agosto de 2009

Nos braços da fome

A nascente da esperança
no entardecer da fé,
o sorriso da criança
e o pranto da mulher.

No olhar, perdida a prece,
testemunha da aflição
de uma vida que padece
em seus braços sem ter pão.

Parecia que era um anjo
que não ascendeu ao céu.
Alva alma, tez escura...
liberdade de papel...

A inocência desfalece
nos braços da inanição.
Outra vida que apodrece
noutra esquina da nação.

Jorge Henrique

16/08/09

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Uma noite apenas

De um quê sem cura sofro
Quando vais indiferente...
E temo, e tremo, e morro
Deste mal que me ressente.

Tênue imagem que afaga
Quimeras de minha vida,
Sonhos tristes. Sina amarga
Em meus olhos refletida.

Prefiro ver-te, todavia,
Arredia ave erradia
A ter-te o vôo leve aprisionado.

A ver esvaecer tua alegria
No tédio do amor do dia-a-dia,
Prefiro não te ter e ter-te amado.

HENRIQUE, Jorge. Mutante in Sanidade. Cadernos Cultart de Cultura. Aracaju: UFS - PROEX - CULTART, novembro de 2001. p. 30.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Perspectiva


Experimentações poéticas ou variação de um mesmo tema.

Jorge Henrique, 29 de junho de 2009.

Poema ao acaso

 
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